SOS SADO – Comunicado de imprensa
SOS Sado pretende que estudo de impacto ambiental do projecto
de melhoria da acessibilidade marítima ao porto de Setúbal seja declarado
nulo.
O movimento SOS Sado através da associação DOLPHIN
CARAVEL, interpôs uma acção administrativa especial de impugnação do acto
de Avaliação do Impacte Ambiental referente ao projecto denominado “Melhoria
da Acessibilidade Marítima ao Porto de Setúbal”.
Na impugnação que visa a Agência Portuguesa do Ambiente e
a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, o SOS Sado invoca que os
factos descritos constituem uma violação do direito de participação
pública, atempada e informada. A consequência desta violação é a nulidade
do procedimento de AIA, com idênticas consequências sobre o acto autorizativo
da obra de dragagem.
Para além desta acção, o movimento solicitou também ao
Ministério Público a abertura de um inquérito à actuação do anterior
Capitão do Porto de Setúbal, LUIS NICHOLSON LAVRADOR, por este se ter recusado
a investigar a obra ilegal que a Administração dos Portos de Setúbal e
Sesimbra realizou num afloramento granítico que integra a formação rochosa
popularmente conhecida como "Pedra Furada".
Consideramos estar perante a eventual prática de um crime
de denegação de justiça, que competirá ao Ministério Público de Setúbal
agora investigar.
Esta situação constitui mais um episódio numa longa
série de falhas de actuação das autoridades que deveriam zelar pela
legalidade do procedimento, pela defesa das populações e pela defesa do
ambiente, e manifestamente não o têm feito. Por outro lado, mais uma vez
esquece-se que os factores socioeconómicos não devem ser aqueles que
determinam a execução ou não dos projectos, quando todos os restantes
factores, nomeadamente, os ambientais, exigem que esses projectos não sejam
executados. In dubio pro ambiente, ou seja, na dúvida sobre se determinado
projecto causa ou não danos irreversíveis ao ambiente, o mesmo não deve
avançar. No caso das dragagens do Rio Sado, essas dúvidas são certezas.
Numa altura em que as preocupações com a protecção do
meio ambiente estão na mente de todos, exige-se do Estado uma postura
totalmente diferente perante esta agressão a um ecossistema reconhecidamente
tão sensível.
Não baixaremos os braços nesta luta pelo Sado, pelo
património colectivo nacional e pela transparência.
SIM AO SADO, NÃO ÀS DRAGAS!
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