segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Que barcos no futuro?


Um exemplo, os navios atracados no Porto de Sines com o qual se pretende competir:


Navios atracados

Escala
Contramarca
IMO
Navio
Tipo navio
Origem / Destino
Desde
67012019001809
URANUS II
Transporte de Gado
TR - TASUCU / IL - HAIFA
2019-10-12 14:50
67012019001850
SCALI REALI
Transp. Gás Liquefeito
BE - ANTUERPIA (ANVERS) / NL - TERNEUZEN
2019-10-14 09:15
67012019001833
WILSON SKAW
Carga Geral
ES - BILBAO / IS - HUSAVIK
2019-10-14 10:45
67012019001869
BAHIA TRES
Navio-Tanque
PT - LISBOA / PT - LISBOA
2019-10-14 14:10
67012019001748
MSC MADRID
Porta- Contentores
BE - ANTUERPIA (ANVERS) / GR - PIRAEUS
2019-10-14 14:45


Quem são??

URANUS II, até é pequeno

MSC Madrid, já é grandinho…
Comprimento de fora a fora (LOA) x Largura extrema: 270.4m × 40.06m

Imaginem-no no Sado. Mais 3 ou 4 provavelmente. Todos os dias.




Mais uma Acção - Comunicado SOS Sado




SOS SADO – Comunicado de imprensa

SOS Sado pretende que estudo de impacto ambiental do projecto de melhoria da acessibilidade marítima ao porto de Setúbal seja declarado nulo.

O movimento SOS Sado através da associação DOLPHIN CARAVEL, interpôs uma acção administrativa especial de impugnação do acto de Avaliação do Impacte Ambiental referente ao projecto denominado “Melhoria da Acessibilidade Marítima ao Porto de Setúbal”.
Na impugnação que visa a Agência Portuguesa do Ambiente e a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, o SOS Sado invoca que os factos descritos constituem uma violação do direito de participação pública, atempada e informada. A consequência desta violação é a nulidade do procedimento de AIA, com idênticas consequências sobre o acto autorizativo da obra de dragagem.

Para além desta acção, o movimento solicitou também ao Ministério Público a abertura de um inquérito à actuação do anterior Capitão do Porto de Setúbal, LUIS NICHOLSON LAVRADOR, por este se ter recusado a investigar a obra ilegal que a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra realizou num afloramento granítico que integra a formação rochosa popularmente conhecida como "Pedra Furada".
Consideramos estar perante a eventual prática de um crime de denegação de justiça, que competirá ao Ministério Público de Setúbal agora investigar.

Esta situação constitui mais um episódio numa longa série de falhas de actuação das autoridades que deveriam zelar pela legalidade do procedimento, pela defesa das populações e pela defesa do ambiente, e manifestamente não o têm feito. Por outro lado, mais uma vez esquece-se que os factores socioeconómicos não devem ser aqueles que determinam a execução ou não dos projectos, quando todos os restantes factores, nomeadamente, os ambientais, exigem que esses projectos não sejam executados. In dubio pro ambiente, ou seja, na dúvida sobre se determinado projecto causa ou não danos irreversíveis ao ambiente, o mesmo não deve avançar. No caso das dragagens do Rio Sado, essas dúvidas são certezas.

Numa altura em que as preocupações com a protecção do meio ambiente estão na mente de todos, exige-se do Estado uma postura totalmente diferente perante esta agressão a um ecossistema reconhecidamente tão sensível.
Não baixaremos os braços nesta luta pelo Sado, pelo património colectivo nacional e pela transparência.

SIM AO SADO, NÃO ÀS DRAGAS!

Estratégia “Horizonte 2026” – respectiva a todos os Portos de Portugal




Expansão do Porto de Sines Vs Novo Terminal mas também o de Setúbal e não só?! 

É o “Horizonte 2026” afinal.

Então, vejamos, ao mesmo tempo que se pretende construir um novo terminal, Terminal Vasco da Gama,  este fim de semana – Outubro 23019,  temos o anúncio de expansão do porto já existente ir ser duplicado ?

“O Governo estima que até 2039 vão ser criados 900 postos de trabalho no terminal XXI do Porto de Sines, na sequência de um investimento 660,9 milhões de euros.”


Exacto… no total são mil e trezentos milhões de euros de investimento…?!?!?!


“A Ministra do Mar anunciou novos investimentos para o porto de Sines. São 1.300 milhões de euros. O terminal 21 entre a PSA e o Porto de Sines vai ser alargado, um investimento privado de 640 milhões de euros para permitir ao porto de Sines duplicar a capacidade de movimentação de contentores.”


Mas… a expansão do Porto de Setúbal é então para fazer competição aos outros, nomeadamente a este, que entretanto vai também ser aumentado… isto faz sentido a alguém?

E promovido de uma forma ou de outra pelos mesmos, nomeadamente  o Governo?!

A APS - Administração dos Portos de Sines e do Algarve congratula-se com a decisão do Governo aprovada hoje, em reunião do Conselho de Ministros, dos diplomas que estabelecem as bases da concessão do novo Terminal Vasco da Gama e a ampliação do atual Terminal XXI.
As decisões tomadas têm como objetivo aumentar a capacidade no segmento da carga contentorizada do Porto de Sines assim como responder à procura existente, concretizando um dos pontos fundamentais da Estratégia para o Aumento da Competitividade da Rede de Portos Comerciais do Continente – Horizonte 2026, na qual a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, destacou como sendo  “um momento importante para o sistema portuário nacional e para a economia nacional, afirmando os portos nacionais como uma referência num setor de atividade altamente competitivo a nível internacional”.
Tudo isto se enquadra então pelo “Estratégia para o Aumento da Competitividade da Rede de Portos Comerciais do Continente – Horizonte 2026”.

Aqui deixo mais informação.

Mas nesse caso, sendo o projecto de expansão do Porto de Setúbal de 2016 e este projecto de 2017… nasceu o filho antes do pai?!






Para se ter uma ideia, mais uma vez, da escala das coisas, compare-se com o Orçamento de Estado.

Relembro: “A Ministra do Mar anunciou novos investimentos para o porto de Sines. São 1.300 milhões de euros”.

Ou seja, o equivalente portanto ao OE para a Ciência e Ensino Superior (gráfico de 2015 não muda muito!)


terça-feira, 8 de outubro de 2019

Mas afinal o que é que se passa?

É simples e em resumo:


"Cofinanciado pelo COMPETE 2020, o projeto de Melhoria dos Acessos Marítimos ao Porto de Setúbal visa adaptar o acesso marítimo aos principais terminais de movimentação de mercadorias do porto de Setúbal ao aumento da procura de tráfego contentorizado, tendo em conta a evolução qualitativa e quantitativa dos navios e suas exigências em termos de segurança e desempenho operacional. 
O projeto consiste na realização de um conjunto de dragagens de aprofundamento nos canais de navegação do Porto de Setúbal, de modo a permitir a entrada de navios de maiores dimensões, tecnologicamente mais eficientes e integrados em linhas regulares."


Fonte:
https://www.compete2020.gov.pt/noticias/detalhe/Proj34126-Portosetubal-NL170-Infraestruturas-30082018


https://www.portodesetubal.pt/files/2018/Ficha%20de%20Operacao%20_Melhoria%20dos%20acessos%20mar%C3%ADtimos_30_07_2018.pdf




O assunto não surge de repente em 2019, vem sendo previsto desde pelo menos 2015, como podem ver ( até para maior detalhe) no link abaixo (documento do parlamento português):


http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c324679626d56304c334e706447567a4c31684a53556c4d5a5763765130394e4c7a45785130465056455251544567765247396a6457316c626e52766330466a64476c32615752685a4756446232317063334e68627938784e6a4e6b4f574d784e53316a4f446b304c5452694f5755744f5755324e5330784d3245794d3259314e4749784e7a55756347526d&fich=163d9c15-c894-4b9e-9e65-13a23f54b175.pdf&Inline=true


No qual destacamos


"
4. DEFINIÇÃO E DESCRIÇÃO DAS INTERVENÇÕES A REALIZAR




FASE A: Barra dragada a -15,0mZH; e Canal Norte dragado -13,5mZH:


Descrição: Dragagem do canal de navegação para receção de navios porta-contentores de 3.000-4.000 TEU (Lff=225-270m; D=12,0-13,2m; B=30,6-32,6m); Cotas de Dragagem: Barra e Central -15,0mZH e no Canal Norte -13,5mZH; Larguras de rasto: Barra e Central 200m, Zona Central 280m e Canal Norte var. 250-280m; Taludes de dragagem: 1:10 (V:H); Bacia de rotação: diâmetro 500m; Volume de dragagem: 3,467,518m3 (sendo 1,739,065m3 na Barra, 160,775m3 na zona central e 1,567,679m3 no canal norte); Deposição: 1,878,298m3 no aterro nascente do Ro-Ro (com proteção marginal em enrocamentos) e restantes 1,589,220m3 na base do delta do estuário, entre as batimétricas -3 e -8mZH; Restrições de maré e/ou ondulação: aplicáveis aos maiores navios.


FASE B: Barra dragada a -16,0mZH; e Canal Norte dragado -14,7mZH:


Descrição: Dragagem do canal de navegação para receção de navios porta-contentores de 4.000-6.000 TEU (Lff=270-280m; D=13,0-14,0m; B=32,6-42,0m); Cotas de Dragagem: Barra e Zona Central -16,0mZH e no Canal Norte -14,7mZH; Volume de dragagem: 2,870,128m3 (dos quais 1,240,664m3 na Barra, 94,340m3 na zona central e 1,531,850m3 no canal norte); Larguras de rasto: Barra e Central 200m, Zona Central 300m e Canal Norte var. 250-300m; Bacia de rotação: diâmetro 600m; Taludes de dragagem: 1:10 (V:H); Deposição de todo o volume dragado na base do delta, totalizando 2,870,128m3; Restrições de maré e/ou ondulação: aplicáveis aos maiores navios.  "




Relembramos a escalça abaixo para se perceber a dimensão:









E a questão é:


Que impacto tem no ambiente?


Pois, existe um documento ( ver integra abaixo pelo link) denominado "ESTUDO DE IMPACTE AMBIENTAL DO PROJECTO DE MELHORIA DA ACESSIBILIDADE MARÍTIMA AO PORTO DE SETÚBAL"


http://siaia.apambiente.pt/AIADOC/AIA2942/vol%20iv%20-%20rnt%2017%20marco2017323174925.pdf


E no qual se pode ler pag 18:


"O golfinho-roaz é uma espécie que está protegida por um conjunto de legislação nacional. Na região do Sado é possível observar, regularmente, ao longo de todo o ano, uma comunidade residente de golfinhos-roazes, sendo esta um dos poucos exemplos de populações com distribuição restrita e permanente na Europa.
(...)
Apesar da população do Sado apresentar hoje uma situação estável, devido à melhoria da taxa de sobrevivência das crias, é de destacar a existência de fatores de risco que dificultam a capacidade de recuperação da população e a tornam especialmente vulnerável a quaisquer perturbações, nomeadamente o reduzido efetivo populacional, a maturidade sexual tardia, a longa gestação e a reduzida área vital "


Mas quanto às conclusões de eventual impacto lemos então pag 23:


"Procedeu-se à avaliação, em separado, dos impactes das Fases A e B, quando tal foi considerado pertinente.
Conclui-se que é na fase de construção que ocorre a maior parte dos impactes tendencialmente negativos, embora também seja de evidenciar alguns impactes positivos, nesta fase, particularmente devido à criação de postos de trabalho, diretos e indiretos, e à dinamização da economia local, que está associada à realização da empreitada. Prevê-se a criação de cerca de 60 postos de trabalho diretos, na fase A, devido à realização da obra, e de cerca de 180 empregos indiretos. "


tb que


"será produzido um impacte negativo, pouco significativo, dado que o aprofundamento não é relevante, e que se prolongará para além da fase de construção, embora seja reversível, já que se está perante um sistema dinâmico e em permanente evolução "


Mas sobretudo ( e contrariando afirmações oficiais do Governo português quanto ao assunto) destacamos o abaixo e de um documento do próprio Porto de Setúbal:
"No que se refere aos impactes sobre os valores ecológicos e de conservação da natureza, resultantes da movimentação e alteração dos fundos, referem-se a perda de comunidades biológicas aquáticas, nomeadamente comunidades de organismos bentónicos (que vivem nos fundos), nas zonas a dragar e nas zonas de deposição de sedimentos. Este impacte é reversível devido à possibilidade de recolonização de zonas diretamente afetadas e passível de minimização, mediante a adoção de técnicas adequadas de deposição (deposição em camada fina através de métodos especiais).
Assinala-se que estudos efetuados pelo ex- IPIMAR em 2005 e 2009 referem o seguinte "(… pode dizer-se que as comunidades betónicas do estuário do Sado aparentam estar bem adaptadas às múltiplas pressões antropogénicas verificadas neste ecossistema. Com efeito, estudos anteriormente realizados neste estuário puseram em evidência o potencial de recuperações destas comunidades, particularmente no que se refere às atividades de dragagem)".



Por outro lado, foi analisada com particular cuidado a potencial afetação da comunidade de golfinhos roazes do estuário do Sado, tendo-se concluído que o ruído é o principal fator de perturbação desta espécie. As atividades de obra (dragagens e deposição de dragados) acarretam impactes negativos sobre este grupo faunístico, embora temporários, reversíveis e passíveis de minimização, tendo sido globalmente considerados como significativos. "


Ou seja, continuam:


"Em síntese, em termos gerais, os impactes sobre os valores ecológicos e de conservação da natureza, assumem uma significância baixa a moderada, devido à presença de algumas espécies de relevo do ponto de vista biológico e conservacionista. "


A ver se percebo, escreve-se "baixa  e moderada"... certo?


Há pontos positivos? Concretos, parece que sim, uns extraordinários 200 postos de trabalho ... em 2040...


"Quanto aos impactes positivos, no total, considerando os empregos diretos, as previsões apontam para uma média anual de criação de emprego de 143, atingindo o valor de mais 200 empregos, em 2040. "


E continuam:
"
Neste contexto, na fase de exploração são identificados impactes positivos, muito significativos, associados à criação de emprego e geração de riqueza no concelho de Setúbal e região enquadrante (Península de Setúbal) resultantes da implementação do projeto,"


De novo a ver se percebo, Roazes ameaçados = baixo e moderado; 200 postos de trabalho em 240 = muito significativo, percebi bem?


O estudo está disponível, link acima, na íntegra.
Que eu tenha conhecimento é o único que existe, nada exaustivo e, tomem a Vossa opinião, parece-me que despudoradamente tendencioso.


Conforme resumem:



"Da avaliação global efetuada conclui-se que, apesar dos impactes negativos, associados essencialmente à fase de construção, alguns dos quais pontualmente significativos, o projeto é viável do ponto de vista ambiental, já que realizado o balanço, os impactes positivos permanentes superam os impactes negativos, nomeadamente na fase de exploração. "


O que não se entende foi como chegaram à conclusão de que não tem qq impacto ambiental... que é, repete-se, a questão fulcral que levanta as maiores dúvidas.




Infografia de um Crime Ambiental

Fonte:
https://media.sossado.pt/infografia1/?fbclid=IwAR1dgDmdaHqHsagFQgbfysbq8HbTWeUHoHX4k3VhZO3MTM8nJiChHnTIQQc




Destaque: Ampliação do Cais de Embarque para 72 hectares. E um hectare a quanto equivale?







Posição dos Partidos Políticos



Não sendo a posição do Partido, é a resposta que colhemos e vale o que vale.


(não se entende querer-se manter a filiação partidária fora do assunto, nem quem o defenda, cada Partido tem de ser responsabilizado pela sua posição face a este assunto)






Questionados quanto ao tema da seguinte forma (Nov2018):




"Nasci, fui criado e resido em Setúbal e recentemente este assunto das dragagens no Rio Sado tem levantado muito barulho mas pouco esclarecimento.

Como aliás, pouco esclarecimento, a respeito de quase tudo no ambito ambiental desde a manutenção da Secil em plena Serra da Arrábida (com queima de residuos perigosos), a já visível construção de porto para barcos de recreio no Portinho da Arrábida, a abundância de embarcações comerciais de "observação " dos roazes residentes, a proliferação de motas de água, etc.

Tanto quanto li em notícias os argumentos a favor deste projecto de dragagens são predominantemente de cariz económico e, à parte duvidosos seja lá como fôr, sem qualquer consideração positiva ou negativa   pelo património natural, cultural ou a quem  habite ou visite o local.

Venho verificando junto dos Partidos com presença parlamentar ou não qual a sua posição mas infelizmente não encontro muito.
Dai este pedido directo.

Assim, e se for assunto que mereça a Vossa atenção, podem partilhar a Vossa posição ? "

Sem qualquer critério especial ( e sff sem ilações desnecessárias) questionámos:

PCP - sem resposta
PS - resposta abaixo
PSD - resposta abaixo
BE - resposta abaixo
PAN - resposta abaixo
CDS - sem resposta
PPM - sem resposta



Apresento por ordem de resposta recebida:






Bloco de Esquerda


Nov 2018
"
Agradecendo antecipadamente a questão colocada, envio em anexo, a nota de imprensa da Coordenadora Concelhia de Setúbal do Bloco de Esquerda, enviada a 12/10/18, para a comunicação social sobre qual a nossa posição do assunto em apreço, bem como declaração de voto do grupo municipal do BE feita na .última Assembleia Municipal, realizada na passada sexta-feira, 16 de novembro sobre moção apresentada pela CDU.

Envio também em anexo, as perguntas feitas pelo grupo parlamentar do BE à ministra do Mar e ministro do Ambiente, e links com os videos das audições em sede de Comissão de Ambiente sobre as dragagens no Sado, promovidas pelo grupo parlamentar do BE.

"
Os autores deste blog têm todo o gosto em enviar por email os documentos referidos acima, é só solicitarem.


Excertos da Declaração de Voto:


"O Bloco de Esquerda não acompanha a posição assumida pela bancada da CDU nesta matéria. E não acompanha, porque a mesma enferma de uma análise simplista das implicações atuais e futuras para o património do estuário do Sado que o projeto de Melhoria das acessibilidades marítimas ao Porto de Setúbal, apresentado pela APSS tem.


A posição da CDU não tem em conta por exemplo, o estudo encomendado pelo próprio governo e deixado de na gaveta, estudo de 7 anos, das zonas marinhas que na costa portuguesa deveriam ser classificadas como Rede Natura 2000. Um dos principais objetivos era a proteção de cetáceos, nomeadamente golfinhos.


Deste estudo realçar que das 4 zonas propostas para proteção, apenas avançam 2 delas em detrimento das restantes, que colidem de forma evidente com as dragagens do rio Sado.


A CDU não questiona o ICNF porque não avançou com a segunda consulta pública para aprovar os planos de gestão destes sítios de importância ecológica para os golfinhos da costa de Setúbal e no estuário do Sado, nem questiona o governo sobre que medidas vai tomar para garantir que as duas áreas identificadas como de proteção necessária não são excluídas da inclusão da Rede Natura 2000, limitando-se a pedir medidas de mitigação e de compensação sobre os eventuais impactos negativos, que de eventuais podem passar a irreversíveis com o projeto em apreço.


A CDU não tem em conta a opinião manifestada em Fórum realizado em novembro de 2017 pela Comunidade Portuária de Setúbal (GPS), e que contou com a presença da Senhora Presidente de Câmara, que é convicção dos operadores locais de que não é necessária a construção de um novo terminal de contentores nos próximos dez/vinte anos."

Pessoas, Animais, Natureza
Nov 2018
"O PAN manifesta-se contra as dragagens no Sado. É tempo de existirem representantes que não priorizem apenas a economia e valorizem sim o futuro ecológico de todos e todas. Seguem então vários posicionamentos do PAN sobre esta questão a nível Parlamentar:
Debate com o Primeiro Ministro: https://youtu.be/brLMXhRzh_s
Audição Parlamentar: https://youtu.be/wgnM796xUaQ 
Queixa à Comissão Europeia sobre o projeto de Dragagem do Rio Sado: http://www.pan.com.pt/comunicacao/noticias/item/1698-pan-apresenta-queixa-a-comissao-europeia-sobre-projeto-de-dragagem-do-rio-sado.html 
Pedido de Audição do Ministro do Ambiente: http://pan.com.pt/comunicacao/noticias/item/1692-pan-quer-ouvir-ministro-ambiente-presidenta-apa-dragagens-rio-sado.html 
A nível local, temos também vários posicionamentos na Assembleia Municipal de Setúbal, nomeadamente:
https://www.facebook.com/PANSetubal/photos/a.670742682938086/2184865248192481/?type=3&theater
Mais informações poderão ser encontradas na página do PAN Setúbal: https://www.facebook.com/PANSetubal 
Esperamos ter esclarecido e continuaremos por cá caso surjam mais questões. "



Partido Socialista
Nov 2018


"
Considerando que  refere  haver “pouco esclarecimento”  e a existência de argumentos a favor do projeto “duvidosos” , pensamos que seria avisado o contacto de V. Exa com a Administração do Porto de Setúbal a fim de colher a máxima informação e poder fazer um juízo informado, e mais profundo, do assunto.
 
Quanto ao PS, encontra na imprensa local a posição já referida por autarcas e estrutura concelhia de Setúbal, entidade que também pode contactar, e para a qual encaminharemos o seu email.
 
De qual modo, registamos como particularmente importante para a vida económica da cidade e da região o Porto de Setúbal, o que só por si é relevante, assim como entendermos ser possível conciliar com a preservação dos valores naturais. "


Partido Social Democrata
Nov 2018

"Obrigado pelo seu contacto.

Partilho consigo o link onde poderá aferir da posição do PSD de Setúbal e o que este tem feito relativamente a essa situação das dragagens.

"

Excertos do Link:


Carlos Coelho questionou a Comissão Europeia sobre a utilização de fundos comunitários para financiar as dragagens no Rio Sado. Na pergunta parlamentar, o social-democrata afirma que o Porto de Setúbal incumpriu os deveres de auscultação da população e exige uma posição da Comissão sobre o cofinanciamento comunitário. Pode consultar a pergunta aqui.
O Eurodeputado do PSD afirma estar “muito preocupado com o avanço deste projecto por três razões fundamentais. Em primeiro lugar, tanto quanto sei, os deveres de auscultação da população foram incumpridos, caso contrário esta mobilização de cidadãos para que sejam ouvidos não teria a dimensão que conhecemos. Ouvir os cidadãos e, em concreto, os mais interessados, como as organizações ambientais e agentes económicos (operadores turísticos e pescadores, por exemplo), não é só um dever legal, mas uma exigência de defesa do interesse público e dos direitos de participação dos cidadãos. Em segundo lugar, tratando-se de uma obra cofinanciada em larga medida por fundos comunitários (designadamente pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, através do COMPETE2020) não podemos aceitar nenhuma falha de transparência. A União Europeia não é uma fonte inesgotável de dinheiro para qualquer obra. Os fundos comunitários servem para promover a coesão e a competitividade, com o apoio dos cidadãos e não contra eles. Em terceiro lugar, preocupa-me o facto do próprio estudo de impacto ambiental apontar riscos para o Estuário do Sado e o seu ecossistema que não creio estarem a ser considerados convenientemente. Todos concordamos que a região de Setúbal precisa de um porto competitivo para promover o crescimento económico e o emprego, mas nenhuma estratégia de desenvolvimento pode colocar em causa a sustentabilidade ambiental. Não estou convencido que a dragagem de mais de seis milhões de metros cúbicos de areia seja sustentável, mas também aqui creio que mais pessoas e entidades deviam ter sido ouvidas”.







Qual a diferença com as dragagens que já ocorreram?



As dragagens pretendidas são equivalentes às que ocorreram para efeito de manutenção?


A resposta é NÃO.


O gráfico abaixo é claro e inequívoco na proporção do volume a extrair.


Números da Administração dos Portos de Sesimbra e Setúbal.
Nota: a dragagem de 2005 foi realizada para relocalização do trem naval de combate à poluição e de reboques, não constituindo uma dragagem de manutenção.






































Fonte : http://media.sossado.pt/volumes/

PONTO DE SITUAÇÃO a 08 Outubro 2019

Informação recebida de "SOS Sado" a 08/10/2019


"As dragagens estão prestes a arrancar - há uma providência cautelar do Clube da Arrábida que está em apreciação no Supremo Tribunal Administrativo por recurso da APSS (portanto, não será útil atempadamente para travar a obra), e outra do Grupo Pestana para impedir a deposição de dragados na restinga de Tróia da qual não sabemos ainda o resultado.
Também estamos a preparar nova acção judicial para os próximos dias que poderá - ou não - suspender o arranque da obra.

Quanto ao volume de dragados, sugerimos o gráfico que fizemos para comparação das volumetrias habituais de dragagens no Sado: http://media.sossado.pt/volumes/

Relativamente à questão dos TUPEMs, o projecto prevê que a deposição inicial seja feita num aterro para expansão do terminal da Autoeuropa, situação que não obriga à emissão de TUPEM pois trata-se do equivalente a um terrapleno. Estamos a falar de cerca de 2 milhões de m3. Essa será a fase da obra que está prestes a arrancar.

Depois existem dois TUPEMs complementares - um, o principal e que é conhecido como TUPEM 5, prevê a deposição de 2,6 milhões de m3 na zona da restinga de Tróia. Este é o TUPEM que tem gerado contestação por parte dos pescadores e motivou a acção judicial do Pestana. A APSS diz que não vai usar o local até obter "consensos" junto dos pescadores, mas legalmente nada os impede de fazer uso da zona. Pode aceder à respectiva licença em http://www.psoem.pt/wp-content/uploads/2019/01/TUPEM_30_01_2019_APSS.pdf

O outro TUPEM a que se refere (250 mil m3) é o 7, que ainda não teve decisão da DGRM, ao que sabemos (pelo menos não consta do ponto de situação do ordenamento costeiro e não há licença publicamente disponível). O objectivo deste TUPEM é depor dragados de classe de contaminação 3 que sejam encontrados nas operações de dragagem. Caso não o tenha feito, pode encontrar a documentação relativa ao pedido no Participa: https://participa.pt/pt/consulta/edital-n-72018tupem-6126

Pelo meio há ainda o TUPEM 6 (114 mil m3), pedido pela Secil e Cimpor para o mesmo local do TUPEM 5 para as suas próprias operações de dragagem dos respectivos terminais marítimos, e que também não terá ainda licença atribuída (ou disponibilizada publicamente). "